Como montamos o catálogo de Funkos do Pixelgum
Indexar dezenas de milhares de figures de uma vez é inviável para um projeto pequeno. Este texto explica a ordem que escolhemos, por que começamos pelo item número um de cada coleção e quais limites esse método assume de forma deliberada.
Um catálogo completo de figures da linha Pop teria dezenas de milhares de entradas, cada uma com nome, linha, número, edição e imagem.
Duas pessoas em tempo parcial não constroem isso de uma vez. Então a pergunta deixou de ser como fazer tudo e passou a ser o que fazer primeiro.
Por onde o catálogo começa
Pelo item número um de cada coleção, formando primeiro o registro das coleções e só depois a profundidade dentro delas.
A ordem parece estranha à primeira vista e tem uma razão prática. O que estrutura o catálogo não são as figures, são as linhas a que elas pertencem. Registrar o primeiro item de cada linha produz, em pouco tempo, um mapa de quais linhas existem, e é esse mapa que permite qualquer decisão seguinte.
A lógica da numeração que torna isso possível está em o que significa o número na caixa.
Por que não começar pelas mais populares
Porque popularidade é uma medida que muda, e cobertura é uma medida que fica.
Se o catálogo começasse pelas linhas mais procuradas, ele ficaria profundo em poucos lugares e cego no resto. Alguém procurando uma linha secundária encontraria vazio, sem saber se a linha não existe ou se apenas não foi registrada. Essas duas coisas são muito diferentes para quem pesquisa.
Registrando a primeira peça de cada linha, o vazio deixa de ser ambíguo. Quando a linha aparece no catálogo, ela existe. Quando não aparece, ainda não foi mapeada, e isso pode ser dito com honestidade.
O que entra em cada registro
O mínimo que identifica a peça sem ambiguidade.
Linha e número, que juntos formam a identificação, e o personagem. Depois a edição, quando houver, porque é ela que separa versões que dividem a mesma numeração, distinção descrita em variantes de Funko Pop.
Esses campos foram escolhidos por serem os mesmos que qualquer colecionador usa numa planilha própria, formato tratado em como catalogar sua coleção de Funko Pop. A ideia é que o catálogo fale a mesma língua do caderno de quem coleciona.
De onde vêm os dados
De coleta e de conferência, com uma ressalva que precisa ficar dita.
A fabricante não publica catálogo consolidado nem tiragem por lançamento, ausência que já aparece em quantos Funko Pop existem. Isso significa que qualquer base do mercado, inclusive esta, é uma reconstrução feita a partir de fontes secundárias, e não uma cópia de um registro oficial que existiria em algum lugar.
A consequência é que erro vai acontecer. O compromisso possível não é o de base perfeita, é o de corrigir rápido quando o erro aparecer e não apresentar dado incerto como se fosse confirmado.
Os limites que assumimos
Três, e é melhor declará-los do que descobri-los depois.
Cobertura antes de profundidade. Nas primeiras etapas, muita linha vai ter apenas uma peça registrada. É deliberado.
Sem histórico completo de preço no começo. Acompanhar preço exige coleta contínua, e coleta contínua é o tipo de coisa que um projeto pequeno não deve prometer antes de conseguir sustentar.
Sem promessa de prazo. O ritmo é o que duas pessoas em tempo parcial conseguem manter, condição explicada em por que criamos o Pixelgum.
Como o catálogo se conecta ao blog
Cada um responde a uma pergunta diferente, de propósito.
O catálogo responde às perguntas cuja melhor resposta é uma lista de figures: quais peças existem em uma linha, qual é o número de cada uma, o que falta na sua coleção. O blog responde às perguntas cuja melhor resposta é um texto: como avaliar preço, como identificar variante, o que fazer quando a caixa chega amassada.
Essa separação é uma decisão de arquitetura, e ela evita que as duas partes do projeto disputem a mesma pergunta e entreguem, as duas, uma resposta pela metade.
Perguntas frequentes
O catálogo já cobre todas as figures?
Não. A construção é por etapas, começando pelo primeiro item de cada linha para formar o registro das coleções.
Por que começar pelo item número um?
Porque ele identifica a existência da linha. Com o mapa de linhas pronto, dá para aprofundar de forma ordenada.
Os dados são oficiais?
Não existem dados oficiais consolidados. O catálogo é uma reconstrução a partir de fontes secundárias, sujeita a correção.
Vai ter histórico de preço?
É a intenção, e depende de coleta contínua, que não será prometida antes de estar sustentável.
Como reportar um erro no catálogo?
Erro reportado é corrigido, e essa é a parte do trabalho que depende de quem usa. O canal de contato fica na própria página do projeto.
Por onde seguir
Se você quer entender a motivação por trás do projeto, por que criamos o Pixelgum conta a origem. E para saber como o registro pessoal se apoia nesse catálogo, como funciona a lista de desejos do Pixelgum explica a ideia.